Retorno de uma nova tradição 

 

Mesmo sem uma sede, os associados continuavam a se reunir em lugares outros, como o auditório do Colégio Cruzeiro. Em 1952 foi fundado, com alguns dos antigos

sócios da Sociedade Germania, o Clube Beira-Mar, em homenagem a seu último endereço. Por iniciativa do sr. Kurt Schupp, um dos endereços cogitados para sua nova sede foi um terraço localizado na Praia do Russel n. 300, composto por dois apartamentos, cuja vantagem seria a proximidade com o centro da cidade e a existência de estacionamento, já que o automóvel vinha ganhando importância como meio de transporte. Decidiu-se, no entanto, por aceitar a oferta do sr. Hans Künning de alugar o prédio na Rua Real Grandeza n. 243 da Cia. Cervejaria Brahma, em local onde atualmente encontra-se a Eletrobrás Furnas. Esta sede foi posteriormente adquirida pelo clube, que em 1956 já contava com 438 associados. Em 1961 o Clube Beira-Mar se fundiu com a Sociedade Germania, tendo todos os sócios daquele clube substituído seus títulos para os desta sociedade. Mesmo após a volta do funcionamento da associação, a entidade, representada pelo sócio e advogado dr. Eurico Paulo Valle, continuou empreendendo uma longa batalha para reaver os bens da antiga Sociedade Germania. Dez  anos depois do confisco, a sociedade entrou junto à União com um requerimento para a devolução do prédio de sua sede social da Praia do Flamengo. Anos mais tarde foi dado ganho de causa ao clube, mas, prestes a receber o imóvel de volta, este foi declarado de utilidade pública para efeito de desapropriação pelo Decreto 45050, de 13 de dezembro de 1958.

 

Ao Beira-Mar foi concedida uma indenização muito inferior ao real valor do imóvel. Com a quantia recebida a sociedade pôde, em 1971, adquirir sua nova e atual sede na rua Antenor Rangel n. 210, na Gávea, onde fora residência de Epitácio Pessoa. Este local oferecia espaço mais adequado para as novas instalações sociais e de recreação, como os salões de festa, o restaurante, a piscina e a pista de bolão. No final da

década de 1970 foi feito um concurso para eleger a melhor proposta para a reforma da nova sede social e o projeto vencedor foi de J. Hirth. Em 1980 o prédio da antiga sede da Praia do Flamengo foi demolido, já seriamente comprometido devido a um

incêndio durante o período ditatorial brasileiro, apesar dos protestos não só de antigos associados do Germania, mas da sociedade de uma maneira geral. Entre idas e vindas,

o governo federal finalmente autorizou em 1987 a doação do terreno, então desocupado, à UNE. Hoje o local ainda permanece vazio, aguardando o projeto da nova sede da União Nacional dos Estudantes.

 

Como consequência das muitas reviravoltas, o clube ainda hoje imprime um grande esforço para preencher algumas lacunas e juntar os pedaços de sua história que foram

ficando pelo caminho, sobretudo os que se perderam por ocasião do desmantelamento de sua antiga sede da Praia do Flamengo. Sua memória toma forma, ainda que fugaz,

nos objetos, nas fotografias, nas notícias, nas lembranças relatadas. Porém, mais do que a materialização objetiva de dados fragmentados, o que fica no final das contas é

o esforço imprimido neste sentido de pertencimento a um grupo, que possibilitou manter viva e unida ao longo do tempo uma associação em constante transformação.

 

                                                                                                                                                                                           VOLTAR

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