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AO AMIGO COM CARINHO:
FELIZ
ANIVERSÁRIO NELSON!
a
Em 1940 o Rio de Janeiro
já era a cidade maravilhosa, o berço das
transformações, o caldeirão das
idéias e de tudo o que deveria acontecer no resto
do país. Era o cenário perfeito para jovens
idealistas, para os sonhadores ou para aqueles que simplesmente
só queriam trabalhar.
Atraído pelas oportunidades e pelos encantos
da cidade, onde já residia o seu irmão
mais velho, um adolescente de 16 anos saiu de Entre
Rios de Minas e veio para o Rio de Janeiro. Entre Rios
era uma pequena cidade das Minas Gerais, distante cento
e vinte quilômetros de Belo Horizonte. Oito horas
de viagem e eis que o menino desembarca em terras cariocas.
O Cristo Redentor, então com nove anos de idade,
já estava lá para recebê-lo. |
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Sem perder tempo, o jovem Nelson consegue aprovação
no concurso de admissão para a Empresa Brasileira
de Engenharia S/A conhecida como EBE, uma das maiores
empresas do ramo da construção, montadora
de usinas nucleares e termoelétricas. Logo começa
a trabalhar como Auxiliar de Escritório. O menino
tinha que se desdobrar entre o trabalho diário
e os estudos na parte da noite. Com garra e talento,
foi obtendo destaque em várias áreas até
assumir o cargo de Diretor Financeiro. Somente em 1990,
depois de 50 anos de dedicação, ele resolveu
dar por cumprida sua missão na empresa.
Quatro anos haviam se passado desde a chegada ao Rio
de Janeiro e, aos 21 anos; já amante de futebol,
carnaval e cerveja, ele começava a mudar de novo
os rumos da sua história. Por ironia, quis o
destino que num baile de carnaval no Clube de Regatas
do Flamengo em 1944 ele conhecesse uma jovem de nome
Therezinha Patrasso. No ano seguinte, também
no carnaval, no mesmo Flamengo ele manteve seu segundo
encontro com a jovem.
A terceira e definitiva cartada aconteceu de forma peculiar.
Nelson estava indo para Vila Isabel visitar o irmão.
Do ônibus avistou um parque de diversões
que chamou sua atenção. Resolveu descer
para ir ao local. Ficou deslumbrado com o parque e tudo
o que presenciou. Mas a emoção maior foi
quando olhou para a roda gigante e viu a jovem dos carnavais
do Flamengo, lá na cadeira, no ponto mais alto.
Imediatamente gritou pelo seu nome para nunca mais deixá-la.
Em 18 de setembro de 1948 eles formalizaram a união
que dura até hoje.
E hoje, 58 anos depois, Nelson Cunha é pai de
quatro filhos e um neto, respectivamente: Ana Maria,
Nelsinho, João Carlos, Maria Eugênia e
Gabriel. Há 43 anos é morador de Ipanema.
Ele tem na família; no trabalho; nas caminhadas
pela orla até o Leblon; e no time do coração,
a sua fonte da juventude. Romântico, emotivo e
apaixonado são alguns dos adjetivos que o identificam.
Amante inveterado do Botafogo, sempre se dedicou de
coração ao clube de General Severiano.
Foi vice-presidente administrativo, vice-presidente
de finanças e presidente interino em 1981. Assiste
a todos os jogos do time e sofre com os percalços
da equipe. Se alguém quiser comprar uma briga
feia, basta beliscar o Botafogo. Ele sai do sério.
Quando ingressou no quadro social da Germania, Nelson
Cunha e família puderam desfrutar de tudo o que
o clube oferecia. Ele tinha uma preferência especial
pelos jogos de malha. Chegava pela manhã acompanhado
da família e em especial, da filha mais nova,
Maria Eugênia, então com oito anos de idade.
Nos fins de semana se reunia regularmente com uma turma
de amigos, a "Turma da malha" para participar
dos jogos e dos bate-papos regados a petiscos e muito
chope. Os torneios de malha, bastante disputados, reuniam
cerca de trinta e cinco a quarenta associados. O movimento
era tamanho que era necessário instalar uma chopeira
extra na área da malha para facilitar o trabalho
dos garçons. A turma tinha por hábito
consumir em média um barril, ou seja, cinqüenta
litros de chope em cada reunião. Quando o clima
não colaborava com a malha, eles se transferiam
para a sala de sinuca onde a descontração
era a mesma. E o consumo também. Com o passar
dos anos o grupo foi mudando, ganhou novos adeptos,
perdeu alguns e ganhou novo apelido. Virou a "Turma
da Boca". As reuniões continuam animadas
e perduram até hoje.
Em 1992, convidado pelo então presidente da época,
o Dr.Hupe, Nelson Cunha ingressa na diretoria. Aos poucos,
com muita paciência, foi reequipando a casa. Além
de garra e vontade, ele se destacava pela competência
e pela extrema facilidade no trato com pessoas. O raciocínio
administrativo, financeiro e contábil é
digno da inveja de muitos. Sua grande intimidade com
números o faz dono de uma percepção
acima da média. Extremamente zeloso no trato
com as coisas do clube; quando um problema se insurge,
ele está sempre disposto a sentar e conversar.
Trabalha quase que diariamente.
Carrega consigo muita vontade de ajudar. Sempre com
o coração aberto, se pudesse adotava todos.
Está sempre ao lado, jamais acima dos funcionários.
Acompanha o dia a dia de cada um deles. Conhece e se
relaciona muito bem com todos. É conhecido pelos
funcionários não como diretor; muito mais
que isto; um amigo.
Ele nasceu nas Minas Gerais nos românticos anos
das indagações e descobertas, em plena
revolução cultural. Em Julho Nelson Cunha
fez 34 anos de Germânia e em Outubro ele comemorou
mais um ano de vida.
Nelson: Nós, associados; funcionários;
seus amigos da "Boca" e, em nome daqueles
que fizeram parte da turma da malha nos sentimos impotentes
diante de uma história tão intensa e vibrante.
Desejamos a você tudo de bom. Muita saúde,
muita paz. Enfim, nos resta pouco, senão dizer...
...Feliz Aniversário!
BergPardin
outubro 2006
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Pai, avô,
amigo e espelho.
É impressionante a quantidade de funções
que podem ser atribuidas a um ser humano. Um ser
humano único, sem dúvida. Poucos
homens exercem tais atributos com tanta destreza
como o Sr. Nelson. Meu avô, meu pai elevado
ao quadrado, meu ídolo.
Aproveito a ocasião para lhe agradecer,
meu avô. Agradecer por tudo o que o senhor
fez por mim. O ser humano, o homem que me tornei
é graças ao senhor. |
Obrigado
por servir de inspiração para mim
e para tantos outros. Por nos contagiar com sua
alegria, sua garra, sua vontade e assiduidade.
Sua responsabilidade. Somos gratos por estes 82
anos de conquistas, nos quais pretendo me espelhar
essencialmente.
Obrigado por tudo!
Gabriel Cunha Nunes |
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